
Belém, 20 de julho de 2009.
JOvem,
Em uma ocasião tive oportunidade de discutir com um grupo de jovens sobre política. Senti argumentos vagos acompanhados de muitas reclações. Todos naquela rodinha tinham o poder do voto, mas não o exerciam. Isso é um crime, sabia?
Pelo jonal, fiquei chocada com a quantidade mínima de eleitores juvenis nesta última campanha eleitoral. Fico me indagando onde está o espírito revolucionário dos cara pintada, será que se perdeu no "país das maravilhas" da globalização?
Diz-se jovem rebelde aquele quediverge das idéias dos pais, pinta as unhas e os olhos cor de carvão, faz do cabelo tapa olho de pitara e fica no seu mundinho isolado de mp3, computador e conformismo. Ser rebelde vai além de ter um vestuário ousado e costumes diferentes, é lutar por uma causa nobre, fundamentada em princípios sociais.
Espero que você, amigo leitor, não seja mais um desses jovens desiludidos com a política e com os problemas sociais, que fecha os olhos para a realidade para se isentar de responsabilidades indispensáveis.
Se for, reveja seus conceitos e otimize sua paticipação na sociedade, canalize sua ânsia de mudanças para assuntos mais ativos como o valor de seu voto.
Chega de corrupção, chega de pizza! Já estamos enjoados! Peremos de ser marionete da política e da globalização faminta por alienados!
Leyna Hiromi Nakamigawa
