segunda-feira, 20 de julho de 2009

Não deixe em branco seu voto


Belém, 20 de julho de 2009.

JOvem,
Em uma ocasião tive oportunidade de discutir com um grupo de jovens sobre política. Senti argumentos vagos acompanhados de muitas reclações. Todos naquela rodinha tinham o poder do voto, mas não o exerciam. Isso é um crime, sabia?
Pelo jonal, fiquei chocada com a quantidade mínima de eleitores juvenis nesta última campanha eleitoral. Fico me indagando onde está o espírito revolucionário dos cara pintada, será que se perdeu no "país das maravilhas" da globalização?
Diz-se jovem rebelde aquele quediverge das idéias dos pais, pinta as unhas e os olhos cor de carvão, faz do cabelo tapa olho de pitara e fica no seu mundinho isolado de mp3, computador e conformismo. Ser rebelde vai além de ter um vestuário ousado e costumes diferentes, é lutar por uma causa nobre, fundamentada em princípios sociais.
Espero que você, amigo leitor, não seja mais um desses jovens desiludidos com a política e com os problemas sociais, que fecha os olhos para a realidade para se isentar de responsabilidades indispensáveis.
Se for, reveja seus conceitos e otimize sua paticipação na sociedade, canalize sua ânsia de mudanças para assuntos mais ativos como o valor de seu voto.
Chega de corrupção, chega de pizza! Já estamos enjoados! Peremos de ser marionete da política e da globalização faminta por alienados!



Leyna Hiromi Nakamigawa

sábado, 20 de junho de 2009

Magia brasileira


É possível afirmar que o Brasil é rico em sua diversidade mística e cultural. O místico não só se restringe a cultura , mas também é presente no caldeirão dos bruxos do poder político, suas poções fazem entorpecer sua população encantada.
Há relatos de muitos políticos e famosos que pedem auxílio a mandingas de pais de santo, oferecendo em troca do poder carros, velas, dinheiro e até mesmo sangue. Dá até para acreditar que esse governo de votos enfeitiçados é regido por forças ocultas que incorporam representantes políticos e fazem de nosso país algo maldito, como exemplo de Jânio Quadros, que afirmou em sua carta de despedida da presidência ser atordoado por tais forças obscuras.
Vários foram os períodos amaldiçoados: Getúlio e sua magia do populismo ; ditadura militar e hoje a fantasia de um governo sem corrupção em meio a tantos mitos democráticos...
Até nosso patrimônio verde, a Amazônia, não é suficientemente segura pelo Curupira, pela Matinta Pereira e a Iara quais são exemplo, mesmo que imaginários, de cidadãos brasileiros que defendem sua cultura nacional do olho gordo dos estrangeiros.
Uma dica: para tanto mau agouro e mal-olhado nesse país, basta um banho de cheiro da Tia Zica e fazer corpo fechado para o mal. Que a Matinta, a Iara e o Curupira assombrem e encantem as demais culturas.


Leyna Nakamigawa

domingo, 7 de junho de 2009

Para: O Excelentíssimo


Belém, 17 de Julho de 2009

Senhor Juiz,
Escrevo-lhe respeitosamente sobre a operação "Onde está seu filho?", a qual é realizada pelo DATA.
Como jovem me sinto na obrigação de registrar minha opinião sobre a ação deste órgão que já me apreendeu em uma de suas patrulhas. No momento me senti injustiçado por não poder usufruir de meu lazer mesmo que em lugar inapropriado a minha idade, contudo, reconheci o grande bem que tal juizado realiza.
No pouco tempo em que estive na Delegacia Especial vi muitos detidos de classe média-alta como eu e até filhos de políticos e juízes famosos, porém não vi nenhuma dessas crianças ou adolescentes que pedem esmolas nas ruas, as quais o senhor já deve ter sido abordado por um deles no sinal.
Essas crianças podem até não ter pais para buscá-las, todavia são estas as mais necessitadas para serem recolhidas e receber cuidados específicos.
O ideal seria o casamento entre o caráter inibidor com o social do DATA, estendendo suas áreas de atuação não somente em bares ou festas, mas também em centros di menores desocupados e carentes. Uma nova operação: "Onde está seu pai?". Poderia ser uma forma de solucionar casos de abandono ou perda, juntamente fazendo acompanhamento na estrutura familiar.
Parabenizo o trabalho do DATA e acredito que promoverá melhores mudanças fazendo valer o artigo 70, "prevenir a ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente."

Obs.: Esse é mais um de meus texto fictícios.

Leyna Nakamigawa

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Fora de Ritmo


Ansiosa para sua primeira aula de dança de salão, Ela reserva meia hora para aprontar-se (é incrível como sempre não há nada do agrado p/ vestir no guarda-roupa).
Na entrada do clube , com ar de atrasada para um compromisso muito importante, Ela entra às pressas , em passos firmes e ágeis que faziam barulho no assoalho de madeira.
Como quem n]ao quer nada, olha para o alto dos prédios do clube na tentativa de ver alguém conhecido.
Ela estava perdida, não sabia ao certo onde seria a aula, então subiu as escadas do edifício da academia para pedir informação.
Quando volta a descer as escadas percebe que alguém a observa em segredo, parecia que tal pessoa estava se escondendo de algo terrível. Apesar da iluminação precária, já de longe o reconheceu, era inconfundível o formato dos cabelos, os dedos longos e finos e o esboço do rosto de rapaz feito pela leve luz. Era Ele.
O espaço de dança era aberto. É interessante como as pessoas que suam para tonificar seus músculos param e admiram encostados em algum canto aqueles que fazem a arte de sincronizar seus corpos com um ritmo. Parece que eles queriam estar lá dançando também, mas por algum motivo não estão.
É uma rotina, de longe Ele e Ela se vêem, se admiram, porém não se falam. Neste ritmo a "coisa" não anda, muito menos dança.
É surpreendente como o orgulho multiplica uma distancia de menos de 3 metros em um infinito entre duas pessoas.


Leyna Nakamigawa

terça-feira, 26 de maio de 2009

" Yes, eu saber falar português! "


Para a maioria de um país onde o hábito de leitura é praticamente inexistente, a forma coloquial , descontraída é válida para expressar a ideia, porém seu uso exacerbado na escrita contraria o padrão da língua portuguesa que tenta colocar o leitor e a ideia em harmonia.
Para aqueles que as julgam, palavras proferidas inadequadamente em um lugar parecem arranhar os ouvidos. As palavras são interpretadas de acordo com o contexto e o meio em que elas se veiculam. a palavra 'vagabundo", na escrita, parece ser um tanto forte demais para os olhos que aos ouvidos, no entanto em algumas situações de fala é tolerável.
É certo estabelecer um padrão a fim de uma ordem e não para uma seleção social. A exclusão e o preconceito inibem o possível entendimento entre o emissor e o receptor.
O povo brasileiro, em sua maioria, não teve um bom grau de instrução e adequação com as novas e antigas regras gramaticais para serem julgados como menos ou mais inteligentes. Imagine um turista sendo menosprezado por tentar saber falar certo uma língua diferente da sua. Seria o cúmulo do preconceito.
A tolerância e a paciência junto ao ensino são chaves para o abrir de muitas portas de oportunidades para os menos favorecidos. o Brasil deve se orgulho de seu amadurecimento ético de colocar no volante de um país um presidente de grau de instrução baixo, mas que não se esconde atrás do linguajar polido e "papeado" de seus antecessores.



Leyna Nakamigawa

domingo, 24 de maio de 2009

Francisco Buarque. Para os mais chegados, Chico.




Numa tarde de domingo chuvosa de São Paulo , Lígia , senhora idosa , de cabelos brancos e corpo marcado pelo tempo , remexia no sótão seu baú de suas lembranças empoeiradas . Ao encontrar o seu disco de vinil favorito com a foto de Chico Buarque estampada junto a uma dedicatória na capa, lágrimas de chuva escorrem pelas curvas de seu rosto envelhecido.
A dedicatória não era do cantor, mas sim de Francisco, o homem que dedicou toda sua vida a ela e ao seu país. Ao som do vinil , as lembranças voltam como veludo aos seus ouvidos. No cenário de lutas travadas entre polícia e estudantes subversivos , eles se conheceram e se apaixonaram em meio a adrenalina das revoltas contra a opressão e censura da ditadura militar.
Em um dos movimentos , Francisco é capturado e torturado nos porões da ditadura e nunca mais teve se notícias do jovem estudante, arquivo morto. O tempo é maldoso, o sofrimento da espera, talvez de alguém que nunca voltara, machuca junto a velhice o corpo e o coração da eterna enamorada grávida da paixão.
De repente a campainha toca , ao descer, a mistura de surpresa e emoção se convertem em lágrimas de alegria.
Era seu filho, já homem, sentado no sofá junto a um senhor de cabelos grisalhos e olhos azuis que se dirigia a ela com um grande sorriso, a este seu filho o apresentava como pai, que foi exilado. A chuva finalmente acaba e o sol radiante volta.
Leyna Hiromi Nakamigawa

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Novidades antigas: Olimpíadas de Pequim

O podium das Olimpíadas de Pequim e suas medalhas reluzentes são cobiçadas não somente pelos atletas olímpicos mas como também por todo planeta que acompanhou com expectativas essa grande disputa esportiva e política.
O Brasil para para contemplar o espírito olímpico do momento, e acompanhar com todo orgulho seus atletas em partidas entre as mais diferentes nações. Mas todo esse orgulho de ser brasileiro é real ou momentâneo? Devemos ter orgulho de ter um país que dá toda uma assistência para seus competidores e deixa em segundo plano sua população?
O que adianta termos bons atletas no futebol, se o governo não sabe driblar a inflação? Ou ter lindos nados sincronizados se as classes sociais não estão em harmonia?
O ouro parece tão longe da realidade brasileira que nem se reconhece seu brilho. Se formos condecorados com algum "honra ao mérito" é o da corrupção, é para ter orgulho disto? Claro que não.
É importante nos integrar a eventos internacionais esportivos e nos empenhar para uma boa colocação, contudo, não mais fazê-los de dispersão do povo, o fazendo esquecer dos problemas e das prioridades sociais.
Nossos técnicos da presidência devem colocar em campo um time bem treinado com várias séries de educação e acompanhado com uma dieta balanceada de saúde. Só assim estaremos bem preparados para as quartas de final contra os "desenvolvidos" e poder dizer: "O ouro é nosso!"


Leyna Hiromi